Stress e Saúde da Pele em animais:


Nova pesquisa com hamsters agora sugere que sem companhia, feridas em animais não cicatrizam tão rápido.
Pesquisadores observaram os efeito do contato social na cura das feridas em hamsters estressados. Resultados mostraram que feridas na pele cicatrizam aproximadamente duas vezes mais rápido em hamsters que estão com os irmãos. Esses animais também produzem menos hormônio do estresse cortisol do que hamsters sozinhos.
“Estresse retarda a cicatrização das feridas em humanos e outros animais e o contato social ajuda a neutralizar esse demora,: disse Courtney DeVries, a autora principal do estudo e professora assistente de psicologia e neurociência na Ohio State University. “Nossa meta é compreender o mecanismo fisiológico pelo qual o suporte social melhora a saúde.
Ela e seus colegas também trataram um grupo de hamsters socialmente isolados com oxitocina, um hormônio liberado durante o contato social e associado com a criação de vínculos sociais em animais monógamos. Tratamento com oxitocina parece melhorar o efeito que o estresse tem na cura das feridas, já que os animais tratados sararam cerca de 25% mais rápido do que os animais solitários não tratados.
Os pesquisadores conduziram uma série de experimentos para aprender como a interação social afeta a saúde e para entender melhor o mecanismo pelo qual isso se realiza. Fêmeas de hamsters siberianos foram alojadas com irmãos ou isoladas durante um estudo de três semanas. Todos os animais receberam pequenas feridas na pele, do tamanho de uma semente de girassol, atrás dos seus pescoços. Os pesquisadores fotografaram e mediram as feridas a cada dia.
Alguns dos hamsters foram confinados em pequenos tubos de Plexiglas (um tipo de plástico) por duas horas diárias durante 14 dias consecutivos. Outros estudos mostraram que tais confinamentos causam estresse e retarda a cicatrização de feridas. Embora os animais não pudessem se virar nos tubos, eles podiam se mover para trás e para frente, se levantar ou deitar.
Os hamsters foram separados em quatro grupos para cada um dos experimentos: socialmente isolados e não estressados, socialmente isolados e estressados, juntos e não estressados e juntos e estressados. Um dia após o ferimento, as feridas nos animais socialmente isolados e estressados ficaram 25% maiores do que as feridas nos outros três grupos e continuou dessa maneira por cerca de uma semana.
Em um segundo experimento, os pesquisadores compararam os níveis de cortisol – o hormônio do estresse- dos animais acompanhados com os dos animais isolados. Amostras de sangue foram coletadas imediatamente depois que os hamsters foram estressados e 45 minutos depois. Logo depois do estresse, os níveis de cortisol dos animais isolados estavam uma vez e meia maiores que aqueles dos animais acompanhados. “Nós esperávamos que a concentração de cortisol aumentassee substancialmente em animais sós e estressados,” DeVries disse. Mas, os níveis de cortisol não aumentaram nos hamsters acompanhados e estressados.
Em um terceiro experimento, os pesquisadores constataram que removendo cirurgicamente as glândulas supra-renais -a principal fonte do cortisol- de alguns hamsters isolados era tão benéfico para o restabelecimento das feridas quanto ter uma companhia na gaiola. Feridas em animais estressados e não estressados cicatrizaram na mesma velocidade, sugerindo que o cortisol é um fator importante no retardamento da cicatrização em condições de estresse.
Finalmente, os pesquisadores experimentaram os efeitos de tratar dois grupos de hamsters socialmente isolados com oxitocina ou uma substância que bloqueia a produção de oxitocina. Aos hamsters do grupo de tratamento com oxitocina foram aplicadas injeções de oxitocina diariamente por cinco dias antes de serem feridos e submetidos ao estresses, enquanto aos animais de controle foi dado placebo salino. As feridas dos animais tratados cicatrizaram-se mais rápido do que as feridas dos animais de controle.
Tratamento com um antagonista de oxitocina retardou a cicatrização até mesmo em animais com companhia. “Isso sugere que a oxitocina pode ser o principal obstáculo para a cicatrização de ferimentos, já que a presença de uma companhia também aumentou a secreção de oxitocina,” disse DeVries.
Ferimentos em todos os hamsters -estressados e não-estressados- curaram em menos de duas semanas. “O problema está em quanto tempo leva para cicatrizar o ferimento,” disse DeVries. “Isso pode significar problemas para diabéticos e pessoas que são imuno comprometidas, como pacientes com câncer ou AIDS. Mas, ter uma companhia pode ajudar as feridas a cicatrizarem mais rápido durante períodos de estresse.
Fonte: Psychoneuroendocrinology

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